Amanhã será melhor

Livro de J. Alves
Amanhã será melhor é uma crônica urbana. Se por um lado, a  vida moderna tenha feito exarcebar nossas fragilidades humanas, tenha questionado nossos valores, nossos pontos de vistas e testado nossos limites, por outro tem-nos prestado o grande serviço de nos despir-nos de nossas auto-suficiências e hipocrisias. O homem moderno aos poucos tem consciência de seus limites e de suas necessidades de comunhão e de participação. 

"Por mais que somemos e diminuamos, na vida nada há que tirar nem pôr; tudo o que foi, é e será guarda em si uma alegria intensa que pode tomar conta do nosso corpo de ponta a ponta e enchecer nossos vazios. Mesmo assim, tome sua vida e faça as contas, abata tristezas, ódios, dores, o negativo todo, no fim ainda sobra alegria.  Por maior que seja a tristeza, sempre há de permanecer o riso, fogo dormido no fundo da alma, o suficiente  para atiçar a parte alegre da vida, no prazer de repartir os dias com muita gente, de caminhar juntos estendendo a mão a quem precisa, de amar e ser amado, de ser humano e ajudar o outro a crescer com a gente" (Amanhã será melhor, p. 84s).
 
"Os palhaços riam sem graça para uma plateia ausente. Seu circo era um circo fantasma, circo vazio. Um palhaço, no desespero, ateou fogo às próprias vestes e gritava:
- Pegou fogo no circo! Pegou fogo no circo!" (idem p. 116).

"Fé simples que não consegue transportar montanhas, nem ressuscitar mortos, nem curar cegos, nem impedir a morte de um ente querido, mas que clama dia e noite por Justiça e Paz. Fé de quem  é frágil e reluta em aceitar o próprio limite, os pés cansados, os braços pequenos, as mãos vazias" (idem p. 120).



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