S. Marcelo I
309 - papa – protetor dos palafreneiros ou cavalariços . “Marcelo” quer dizer “pequeno martelo”.
Marcelo foi o sucessor de Marcelino nos primeiros anos do século IV.
De origem romana, sua família exerceu grande influência na cidade de Roma.
O imperador romano Diocleciano, responsável pela sangrenta perseguição aos cristãos em 303, abdicou em 305, prenunciando um tempo de relativa paz, favorável ao cristianismo.
De fato, em 313, promulgou-se o Edito de Milão, em que se reconhecia solenemente “a liberdade de consciência e a igualdade perante a lei de todos os cultos no mundo romano”.
Coube ao pontífice Marcelo reorganizar a vida da Igreja e acompanhar a restituição dos bens eclesiásticos (cemitérios, templos, etc.) que haviam sido confiscados pelo Estado. Este período de transição de uma fé vivida na clandestinidade para uma fé reconhecida pelo Estado e celebrada publicamente foi marcado por intrigas e desavenças.
S. Marcelo foi exilado pelo imperador Maximiano e, no exílio, condenado a viver numa estrebaria e a cuidar de cavalos. Por esse motivo é tido como o protetor dos palafreneiros ou cavalariços.
DA LIBERTAÇÃO DO MAL
Deus, nosso Pai,
conforme prometestes aos nossos pais na fé,
o vosso amor perdura para sempre, renovando
e recriando todas as coisas... (cf. Sl 116,1-2).
A peste, a fome, a guerra, as catástrofes,
as tragédias pessoais e coletivas,
a prepotência e a vaidade humana...
nada disso escapa ao vosso olhar onisciente e onipresente. 
Não duram mais que um instante diante de vós,
que viveis para sempre e fazeis justiça aos pequeninos.
Nossa é a certeza de que aqueles que em vós confiam
e esperam de vós a libertação jamais serão desamparados.
Vós sois um Deus de amor e justiça,
cheio de compaixão e de misericórdia.
Em vós encontra-se o segredo de nossa força de superação,
de nossa confiança na vida,
de nossa fortaleza nos momentos de provação.
Não nos deixeis cair na tentação de não mais confiar em vós
e de procurar, apenas com as nossas forças, a própria salvação,
pois a salvação é obra do vosso Espírito em nós.
Que neste dia nenhuma adversidade nos abata
e desavento algum nos aflija e nos atormente.
Que o mal não tenha a última palavra sobre nós,
nem o desespero seja o nosso veredicto final. Livrai-nos do mal.
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