Santo do dia

20 de Outubro - S. Irene ou Iria

S. Irene ou Iria
séc. VI - virgem e mártir - “Irene” quer dizer “aquela que é de paz”, que trabalha pela paz, que é “pacífica”.

Irene ou Iria é venerada na Espanha e especialmente em Portugal. Vi¬veu por volta de 550, num mosteiro português. Segun¬do a tradição, era uma jovem de singular beleza por quem um jo¬vem, chamado Britaldo, apaixonou-se. Como Irene já houvesse optado pela vida consagrada, sua decisão foi respeitada.

Perante este amor impossível, o jovem apaixonado entrou em depressão e deixou-se prostrar num leito. Comovi¬da, Irene foi visitá-lo, confortando-o com a promessa de jamais se casar com outro. Aconteceu que S. Irene tinha como conselheiro espiritual um monge chamado Remígio que, vencido pela sua beleza, quis seduzi-la.

Como Irene resistisse às insinuações, um dia o monge administrou-lhe uma bebida misteriosa que a fez com que a jovem tomasse o aspecto de gestante. Crendo-se traído, Britaldo mandou matá-la. Seu corpo foi lançado nas águas do rio Nabão. Célio, seu irmão, que era abade, descobriu, porém, a verdade. Todos se puseram a procurá-la pelas águas dos rios Nabão, Zêzere e Tejo. Seu cadáver foi encontrado nas águas do Tejo, junto à cidade de Scálabis, que passou a chamar Santarém, em memória de S. Irene.

TESTEMUNHAS DE NOSSOS TEMPOS

Raimundo Herman. Sacerdote norte-americano, 45 anos, defensor dos índios quéchuas, assassinado na Bolívia em 1975. Maurício Maríglio Sacerdote brasileiro, 1966. Jorge Eduardo Serrano Jesuíta, Colômbia, 1988.

PRECE

DO DEUS CONSOLADOR

Deus, nosso Pai, habitais nossos corações

e nos instruis no íntimo de nossas consciências,

plenificando-nos de alegria e esperança.

No tempo da adversidade, consolai-nos

e dai-nos forças e alento para continuar a luta.

No tempo da dor e da provação,

enxugai nossas lágrimas de agonias

e devolvei-nos a serenidade.

No tempo de alegria e felicidade,

recolhei nossos risos de bem com a vida.

No tempo do desânimo,

fazei despontar uma nova era para nossos dias.

No tempo da dúvida,

esclarecei o que nossos raciocínios obscurecem

e concedei-nos a real visão das coisas.

No tempo do erro, aplainai o que nossas mãos aviltam

e abaixai o nosso orgulho para nos corrigir.

No tempo adverso, restitui-nos à normalidade

e à simplicidade de coração.

No tempo do medo,

fazei calar em nós o que não consiste.

No tempo da dificuldade,

instigai nossas mentes,

desafiai nossa precrária inteligência

e pretenso bom senso...

Falais, quando tudo se cala,

e calais, para que nossos clamores subam até vossos anjos.

Acalentais nossas falas e nossas preces atendeis,

sustentando-nos nos momentos dos desaventos,

cumulando-nos de força e de esperança

quando buscamos a paz, a justiça e a verdade.



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