Santo do dia

19 de Outubro - S. Pedro de Alcântara

S. Pedro de Alcântara
1499 - místico e asceta - “Pedro” significa “rocha”, “pedra”.

Pedro nasceu em Alcântara, Espanha, em 1499. Estudou em Salamanca e, aos 16 anos, ingressou na Ordem dos Franciscanos, em Manxarretes, tornando-se mais tarde Provincial. O campo de sua missão foi Espanha e Portugal. É tido como um dos maiores místicos e ascetas espanhóis do século XVI. Foi conselheiro das cortes espanhola e portuguesa e o diretor espiritual de S. Teresa de Ávila. Era um homem de vida austera, dado a grandes penitências, meditações e oração. Tal estilo de vida foi implantado nos conventos sob sua jurisdição. S. Teresa muito o admirava, seja pela afinidade espiritual seja pelos favores que dele conseguira e pelo apoio que lhe deu o Santo nos momentos mais difíceis de sua vida. Graças a ele, S. Teresa conseguiu fundar em Ávila o seu primeiro convento de carmelitas “descalças”. No tempo do Brasil império, era o protetor do Brasil em atenção ao Imperador, que também se chamava Pedro. É representado vestido do hábito franciscano, com uma cruz, um crânio, a pomba simbolizando o dom da profecia e o um livro com a Regra da Ordem.


 

PRECE

DA BUSCA DA ETERNA MORADA

Deus, nosso Pai,

por mais avance o homem no tempo,

por mais que se acrescentem aos séculos

as humanas experiências,

pouco ainda sabemos do amor,

do perdão e da justiça.

Pouco sabemos do mistério da dor e da iniquidade

e do mistério que nos envolve a cada instante.

Pouco sabemos das forças ocultas

que nos arrastam ora para o bem ora para destemperos,

crueldades e padecimentos.

Nesta frágil arca em que buscamos refúgio,

tudo geme de dor e de alegria ao mesmo instante,

tudo silencia e se desespera diante da própria impotência,

tudo se esvai e pede um novo nascimento.

Lembremo-nos de Noé...

Por 40 dias e 40 noites,

permaneceu na arca, à deriva,

nas águas do dilúvio que jamais parecia ter fim (Gn 7,1ss).

Mas, cheio de esperança e confiança,

concentrou o coração naquele que o conduzia na escuridão,

em meio a raios, trovões e tempestade.

E quando águas serenaram,

por três vezes a pomba alçou vôo

e partiu e por outras três vezes voltou;

e só na quarta vez que partiu, emigrou...

pois a vida sobre a terra já era possível.

Nós, desta arca em que balançamos sobre as alegrias

e as mágoas da vida, quais pombas,

partimos muitas vezes para regressar

vezes sem conta ao ponto de partida.

O que importa, entretanto,

é ficarmos atentos à espera do aviso de Deus,

para deixar a arca e pisar terra firme,

uma terra sem males, e nele, em Deus,

estabelecer nossa eterna morada.



últimos textos

Leia os textos de J. Alves

    Não foi possível realizar a conexão com o servidor do banco de dados