Santo do dia

19 de Setembro - Nossa Senhora da Salete - S. Emília Rodat

Nossa Senhora da Salete

Em 1846, quando apareceu aos pastorinhos Melanie Calvat e a Maximino Giraud em La Salette, nos Alpes franceses, a Virgem chorava escondendo o rosto entre as mãos. A causa de seu sofrimento era o afastamento das pessoas de Jesus, a falta de fé e o aumento da iniquidade. E a pedia conversão. É invocada com a seguinte oração:

Lembrai-nos, ó Virgem de Salete, das lágrimas que derramastes no Calvário. Lembrai-vos também dos angustiosos cuidados que tendes por mim para livrar-me da justiça de Deus. Depois de terdes demonstrado tanto amor por mim, não podeis abandonar-me. Animado por este pensamento consolador venho lançar-me a vossos pés, apesar de minhas infidelidades e ingratidões. Não rejeiteis a minha oração, ó Virgem reconciliadora, mas atendei-me e alcançai-me a graça de que tanto necessito... Ajudai-me a amar Jesus sobre todas as coisas. Eu quero enxugar vossas lágrimas por meio de uma vida santa de dedicação àqueles que mais sofrem neste mundo. Amém.

S. Emília Rodat

1787 - 1852 - fundadora - “Emília” quer dizer “diligente, solícita, zelosa”.

Natural de Rodez, França, Emília de Rodat é a fundadora das Irmãs da Sagrada Família de Villefranche-de-Rouergue, inspirada no modelo de vida da Sagrada Família de Nazaré. Em 1804, decidiu-se dedicar a vida a Deus e aos pobres. Para realizar esse ideal, fundou, em 1815, uma obra para cuidar dos indigentes e levar a educação cristã à juventude. Regidas segundo a Regra de S. Agostinho, as irmãs da Sagrada Família amam o silêncio, o espírito de sacrifício e dedicam-se inteiramente ao serviço dos pobres. Foi canonizada em 1950.

TESTEMUNHAS DE NOSSOS TEMPOS

Joan Alsina * Sacerdote espanhol, operário e profeta da Palavra, assassinado durante o regime militar de Pinochet, em 1973, no Chile.

PRECE

DO AMOR TERNO E MISERICORDIOSO

Deus, nosso Pai, somente vós tendes o poder

de restabelecer a verdadeira paz.

Mostrai, pois, que a vossa paz consiste no amor terno e misericordioso,

que tudo suporta, tudo crê,

não busca o próprio interesse,

não guarda rancor nem espalha desavenças,

alegra-se com a verdade, e indigna-se com a injustiça.

 

Mostrai também que é na simplicidade,

na retidão do pensar e do agir, no acolhimento

e na contínua superação de si,

que reside a paz de nossa consciência.

 

Fazei-nos entender que a falta de amor

é a mãe de todos os males e desavenças.

Da falta de amor e compreensão brotam as revoltas,

os vícios, as agressões físicas e morais, as depressões...

 

Dai-nos, pois, a certeza de que mesmo mal-amados

e não correspondidos em nosso amor humano,

somos por vós divinamente amados desde a eternidade:

 

“Em nosso abatimento ele se lembrou de nós...” (cf. Salmo 135,23).



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