Santo do dia

23 de Junho - S. José Cafasso

“José” quer dizer “que Deus acrescente”.
S. José Cafasso nasceu em Castelnuovo d'Asti, em 1811. Padre secular aos 22 anos, em 1883, foi contemporâneo e conterrâneo de Don Bosco. Mestre de teologia no Instituto de S. Francisco de Sales em Turim, teve Don Bosco como aluno e consulente espiritual. Exerceu grande influência no jovem clero que nele encontrava seu elo de união e de renovação. Esta influência estendia-se beneficamente também aos leigos e demais religiosos. Amável, compassivo, paternal, mais preocupado com a pessoa do que com o que tinha feito ou deixado de fazer, cativava a todos com sua alegria, com sua bondade e serenidade. Era chamado pelos habitantes de Turim de "o padre da forca", pois devotava aos presos e condenados carinho especial. Não tinha medo de expor e lutar por melhores condições de vida nas prisões. A muitos prisioneiros acompanhou até o último momento, ficando ao lado deles até a morte. Sabia falar tanto aos cultos como aos simples, aos piedosos e aos afastados da religião. Colaborou intensamente com as obras religiosas (institutos e congregações religiosas), instituições de caridade. Foi um grande colaborador de Don Bosco, apoiando-o na fundação de sua obra dedicada à formação religiosa e profissional dos jovens desfavorecidos. Morreu aos 49 anos, em 1860, entregando a José Cotolengo e a Don Bosco tudo o que possuía. É o protetor dos encarcerados e condenados à pena capital.

PRECE

DO CONFORTO NO DESESPERO
Foto: Divulgação.
Deus, nosso Pai, ensinai-nos a amabilidade, a alegria, o bom humor, pois um semblante amável, alegre e de bem com a vida tem força divina que eleva o ânimo dos que estão abatidos e vale mais que mil conselhos e instruções. Ensinai-nos a compaixão, pois a vós não agradam jejuns nem sacrifícios nem aniquilamentos, mas os gestos concretos de solidariedade e de partilha com os irmãos. Velai hoje, Senhor, pelos que se encontram em desespero e não conseguem desvencilhar-se da dor e do sofrimento: reabilitai suas forças, regenerai o que está doente e revogai todos os veredictos. Velai pelos que passam fome e sede, fazei descer a eles o maná da solidariedade que pode converter pedra em pães. Velai pelos que são pisados, desacreditados, recusados, abandonados, desonrados, pois é do trigo pisado e moído que sai a farinha do pão da dignidade resgatada. Velai pelos que continuam a ser crucificados na cruz do dia-a-dia, tanto mais pesada e agravada pela indiferença e egoísmo dos próprios semelhantes. Velai por aqueles que na dor de tantas perdas e desaventos já não conseguem acreditar que vós sois Pai, que vós sois aquele que, para aliviar nosso padecimento, toma sobre os ombros nossas dores e pesados fardos... e nas suas chagas nossa ressurreição seja apressada e nossa bem-aventurança alcançada.



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